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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Salada de frutas divertida

Os personagens infantis licenciados estão ficando mais saudáveis. De brindes de redes de fast-food, embalagens de biscoitos e de outros doces, a força de venda dos famosos desenhos infantis tem sido, cada vez mais, direcionada ao mercado de alimentos saudáveis. 

Na verdade, não se trata de uma mudança de foco, mas de um complemento que leva os licenciados ainda mais próximos do universo das crianças. Mas apesar do objetivo mercadológico das empresas, o novo uso dos personagens pode ajudar os pequenos a se interessarem mais por alimentos naturais.

Do lado das empresas, a estratégia já tem dado certo. É o caso da LB Pupo, distribuidora de frutas, que já comemora as vendas do “Abacaxi do Bob Esponja”. O sucesso foi tão grande em Curitiba e Porto Alegre que o tal abacaxi divertido deve chegar a São Paulo até o fim de 2010.

A Cultura Marcas, empresa de licenciamento da TV Cultura, aposta no Cocoricó para elevar as vendas da maçã da Frutart. A “Maçã da Turminha do Cocoricó” acaba de chegar em supermercados e hortifrutis de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizinte.

Além delas, a Terra Viva, Rasip, Kids Company e Good Soy também utilizam personagens como Pernalonga e Patolino para estampar embalagens de tomates, macarrão com legumes, produtos à base de soja e fruta.

E apesar da atual crescente no uso de licenciados pelas empresas que comercializam produtos saudáveis, a estratégia não é inédita. O Grupo Fischer, um dos grandes produtores de mação do Brasil, foi um dos pioneiros. Ele utiliza há mais de 15 anos a força dos personagens da Turma da Mônica, de Maurício de Souza, para agregar valor à marca e estimular o consumo da fruta.

Resta saber se a criançada vai entrar nesta onda e consumir mais frutas e legumes.

Fonte: M&M

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Rede Social vira moeda

Já imaginou pagar suas contas e adquirir seus sonhos de consumo com tweets? A novidade é quase isso. De fato o Twitter virou moeda, mas não para você quitar ou sair por aí comprando tudo o que quiser.

A novidade surgiu da consultoria de markeitng Innovative Thunder, de Christian Behrendt e Leif Abraham. A primeira ação da Innovative foi lançar o livro “Oh my God what happened and what should I do?”, que fala sobre as mudanças que têm ocorrido no mercado, com a ascensão das mídias digitais e como isso transformou completamente a comunicação e o comportamento das pessoas.

Até aí, nenhuma novidade, certo? Quase lá. O grande trunfo da dupla foi a forma de distribuir o livro. Em vez de colocá-lo em livrarias ou optar pelo comércio online, Christian e Leif resolveram inovar: para ter acesso à publicação, ou melhor, fazer o download da obra, é preciso pagar com um tweet. Isso mesmo, a forma de pagamento é o envio de uma mensagem de divulgação no Twitter. O processo é simples: basta fazer o login com sua conta e autorizar uma mensagem automática para divulgar o livro para todos os seus seguidores. Em seguida, o download do PDF começa e o livro é seu, simples, não.

Achei a ideia muito boa. É um verdadeiro ganha, ganha. De um lado o consumidor, que não desembolsa dinheiro para ter acesso ao conteúdo. Do outro, os autores, que ganham com a divulgação free do produto, gerando o tal buzz.

No Facebook também dá
Se você por um acaso não for adepto do Twitter, ainda tem a chance de conseguir o livro de Christian e Behrendt, postando uma mensagem no mural do seu Facebook.

Como utilizar o pay with a tweet
Se você tem um artigo, livro ou coisa que o valha e curtiu a ideia do Pay With a Tweet, para socializar o conteúdo, é preciso fazer um cadastro no site www.paywithatweet.com/sell.php , informar as características do produto e gerar um link para download. Depois, é fazer as primeiras divulgações aos amigos e deixar o viral rolar.

domingo, 13 de junho de 2010

Grupo de Pesquisa do CNPQ realiza I Conferência Brasileira de Estudos de Comunicação e Mercado

Liderado pelo prof. dr. Daniel dos Santos Galindo,  o ECOM (Estudo de Comunicação e Mercado) - Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), realiza realizou a primiera I Conferência Brasileira de Estudos de Comunicação e Mercado, na Universidade Metodista de São Paulo. Com o tema "Comunicação de Mercado: conceitos & preconceitos”, o evento acontece aconteceu dia 14 de junho.

O criador da Caixa Registradora, Pablo Assolini, é integrante do ECOM e apresenta apresentou ou o artigo "O Mundo Encantado das Redes de Fast Food", tema da sua dissertação de mestrado, defendida em maio.

Livro
Em 2009, o Grupo ECOM lançou o livro "Comunicação Mercadológica: uma visão multidisciplinar", com artigos de diversos pesquisadores da área.

domingo, 2 de maio de 2010

Conceito Tryvertising chega ao Brasil

Um dos primeiros textos da Caixa Registradora falava sobre um consumo baseado em experimentações. O título era “PDV ou PDE?”, ou seja, Ponto de Venda ou Ponto de Experimentação? Lá havia uma citação à Sample Lab, de Tóquio, no Japão, uma loja que na verdade não vende produtos ou serviços, mas que coloca à disposição das pessoas, produtos para experimentação, a maioria deles que ainda não chegou ao mercado. A moeda da Sample Lab é a opinião. O compromisso de quem é cadastrado lá é dizer o que achou do produto. E não é preciso devolver. O que experimentou é seu. Esse conceito é chamado de “tryvertising”, do inglês try (teste) + vertising (advertisign, propaganda).

E o mais legal desse novo modo de pesquisar o comportamento de consumo é que ele chega ao Brasil ainda no primeiro semestre deste ano. Aqui serão duas empresas: a Sample Central (franquia da Sample Lab) e o Clube Amostra Grátis.

Para se tornar um "experimidor" (um consumidor experimentador) é preciso fazer o cadastro e pagar uma anuidade. Na Sample Central ela custa R$ 15,00 e no Clube Amostra Grátis R$ 50,00. A pessoa pode pegar até cinco produtos e, assim que responder as pesquisas, ganha pontos no cartão de relacionamento e pode pegar outros cinco.

Para quem gosta de estar sempre up to date com as novidades, esta é uma ótima oportunidade. E para as empresas, nem se fala, pois além de gerar mídia espontânea, pois quem tem novidade sai sempre espalhando e querendo mostrar por aí, gera informação fundamental para um lançamento mais redondo, que agrade de fato os consumidores.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Neste final de ano, brinque mais. Sorria.


A AscentBRAND preparou para seus amigos, parceiros e clientes um cartão animado de Boas Festas, com foto de toda a equipe da agência, que se soltou aos cliques de Tandi Verissimo. A mensagem é a seguinte: "Neste final de ano, brinque mais. Sorria. Porque o sorriso relaxa, transmite alegria, eleva o humor, contagia". Veja a mensagem na íntegra.
Cartão de Boas Festas AscentBRAND

segunda-feira, 2 de março de 2009

Infância adulterada: sentido pra quem?

Com agendas de verdadeiros executivos, as crianças da classe média acordam muito cedo para ir à escola. De lá vão para a natação, depois para a aula de inglês, aula de dança ... e vão dormir tarde, geralmente depois daquela festa nos tais bufês da vida. É aula disso, competição daquilo. Os pais enchem os filhos de atividades porque querem o bem de seus pequenos. “Esse vai conseguir um ótimo emprego, vai estar pronto para disputar as melhores vagas no mercado de trabalho, vai ser um vencedor”, devem imaginar esses pais. Em contrapartida, as brincadeiras e até as discórdias entre colegas vão deixando de existir. A infância passa a ficar cada vez mais curta, pois é tomada por compromissos e mais compromissos. Para o psicólogo Ives de La Taille, no livro Formação Ética: do tédio ao respeito de si - presente de aniversário que ganhei da querida amiga Bia - apesar do número de compromissos aproximar a rotina da infância ao dia-a-dia típico de um adulto, quando crescem de fato, esses indivíduos acabam ficando meio que estagnados numa adolescência quase sem fim. Foram tão superprotegidos e amparados pelos adultos que tomavam decisões e resolviam conflitos por eles que não conseguem encarar a vida de frente para vencer obstáculos. Isso porque na visão míope dos pais, o fundamental é que as crianças se desenvolvam intelectualmente, que saibam língua disso e daquilo. Mas e o outro lado? A vida não se resume apenas a trabalho! E o amor, a auto-estima das crianças, como tem sido trabalhada? A capacidade de lidar com os conflitos? A criatividade e a imaginação? Para La Taille, “muitos dos elementos do mundo adulto não fazem sentido para as crianças. Logo, obrigá-las a viver como adultos implica privá-las dos sentidos que elas poderiam construir se deixássemos que vivessem tranqüilamente sua infância”.

Por exemplo: se, no passado, as crianças aprendiam futebol na rua, com outras crianças - e com isso aprendiam a resolver seus conflitos entre si - hoje há escola pra tudo, o que diminui a oportunidade de interação com os próprios pares. Afinal, nesse caso, quem apita o jogo é um adulto. Quem resolve os conflitos é um adulto. Aceitando ou não, a solução é imposta. “O que era uma atividade de cooperação (tipo de relação social simétrica, estabelecida entre pessoas que se vêem, umas às outras, como iguais) acabou se transformando em coação (tipo de relação social assimétrica, na qual um pólo decide e determina o que o outro vai fazer”, afirma La Taille. E, na coação, continua o autor, lembrando Piaget: “[...] as relações não desencadeiam, ou desencadeiam pouco, o processo de descentração necessário à evolução psicológica. Quem obedece, quem pauta suas ações pelas ações de outrem, pouco precisa pensar na razão de ser de tais ações”. É por isso que acaba faltando, para o jovem, maturidade e experiência para resolver conflitos e tomar decisões quando se sente desamparado por falta de um adulto por perto.

A infância adulterada pode trazer resultados totalmente contrários àqueles esperados pelos pais, quando adiantaram as atividades de adultos a seus filhos, como descreve o autor: “Os adultos querem que as crianças queimem etapas, mas são as disposições psicológicas infantis que acabam por partir em fumaça. E o sentido se esvai, e o tédio se impõe. E, quando chegam à adolescência, abandonam o esporte que precocemente lhe foi imposto, abandonam no armário os instrumentos que foram levados a tocar, mal sabem falar as línguas estrangeiras que lhes foram ensinadas, sabem fazer amor mas não sabem amar e, por falta de reais paixões, se mostram amorfas e, logo, pouco ‘competitivas’”.

Para o autor, cuidar das crianças é respeitá-las em sua singularidade e não lhes impor uma vida que não faz e não pode fazer, para elas, sentido: “[...] cuidar das crianças não é tutelá-las vinte e quatro horas por dia. Não é vigiá-las sem cessar. Não é privá-las de relações de cooperação. Jogadas em um mundo que não tem, para elas, sentido, não crescem. Constantemente amparados pelos adultos, elas também não crescem”.

Por isso, precisamos, no dia-a-dia, praticar mais relações do tipo cooperação e menos do tipo coação e deixar as crianças viverem de fato uma infância verdadeira, que tenha sentido pra elas. E, para isso, os pais precisam acompanhar os filhos, sem muitas vezes interferir em suas decisões, iniciativas e processos criativos. Mas é preciso saber dosar o momento de deixar e a hora de interferir, para que a educação aconteça de forma saudável e sem queimar etapas. Na verdade, os pais deveriam brincar mais com seus filhos, em vez de interferir ou simplesmente superproteger os pequenos.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Se relacionando com o VELHO

Outro dia fiz um post - que está um pouco abaixo deste - falando sobre o relacionamento com o NOVO. O texto diz que seria muito positivo se o indivíduo aplicasse a mesma ânsia que tem por novos bens de consumo à vontade de se renovar, de promover uma reforma íntima, fazendo surgir, assim, um novo homem. E foi pensando sobre o Novo que resolvi falar sobre o VELHO.

Em tempos de modernidade, VELHO é sinônimo de sarcófago, de coisa fora da moda, que não serve mais, sem utilidade, um grande estorvo pra humanidade. Até porque é o VELHO que contribui com as toneladas de lixo que juntamos e/ou descartamos, ainda que o velho que vai para o lixo não seja tão velho assim (mas para a vida útil dos produtos hoje em dia, ele é sempre mais do que VELHO). Do ponto de vista dos objetos é isso: o velho é o que já está fora de moda, cujo modelo foi ultrapassado por um lançamento, por um NOVO modelo. Por isso, o que é velho acaba virando lixo, peça descartável. Se utilizássemos a prática dos 3 Rs (reduzir, reutilizar e reciclar) já conseguiríamos diminuir o surgimento de novos VELHOS e, desta forma, a quantidade de lixo. A economia para o bolso também seria maior. Aliás, Jack Johnson tem uma música chamada The 3 R´s (letra original - letra traduzida) - em seu disco de nome Sing-a-Longs and Lullabies For The Film Curious George - que fala sobre essa prática.

Bom, se mudarmos o foco para as pessoas, o VELHO também é visto com certo preconceito, como estorvo, sinônimo de um desatualizado. Porém, os avanços da medicina começaram a proporcionar à sociedade uma expectativa de vida mais longa. E isso fez com que rapidamente o mercado reagisse, criando produtos específicos para essas pessoas, que passaram a ser vistas como consumidores ativos, que utilizam o dinheiro para remédios, vitaminas, viagens, diversões, enfim, o VELHO passou a ser mais respeitado pois, na lógica capitalista, ele está cada vez mais apto e decidido a consumir. Assim, quanto mais tempo o indivíduo permanecer vivo, mais ele poderá comprar.

E a palavra VELHO já soa tão pejorativa em nossa cultura que o politicamente correto sugere conceituar os mais VELHOS como Terceira Idade ou, no mínimo, idosos. Mas, como diz Rubem Alves, já pensou se em vez de O Velho e o Mar, Hemingway colocasse em seu livro o título de O Idoso e o Mar? Ou, então, pra piorar a Pessoa da Terceira Idade e o Mar? Não dá, não caberia, pois soa falso, perde o conteúdo e a poesia.

É por isso que a palavra VELHO tem seu particular. É bonita essa coisa do VELHO, pois ele representa experiências, marcas, histórias, alegrias e tristezas. O VELHO viu nascer e morrer, tem o privilégio da maturidade. VELHO não é estar gasto, ao contrário, quanto mais VELHO, mais novo se pode ser. Mario Sergio Cortella, filósofo e professor da PUC-SP, diz em um de seus livros que, ao contrário do sapato que já nasce pronto e vai se desgastando, o homem não nasce pronto. Com o passar do tempo, a cada nova experiência, ele vai se fazendo e refazendo, deixando florescer seu mais novo modelo em cada momento do presente.
Assim, enquanto o VELHO pode estar repleto do NOVO, o NOVO pode ser o velho de sempre, apenas disfarçado de um pseudo-novo.

Que viva o VELHO!!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Será somente migração de quereres?

Fiquei muito feliz com a notícia “Propaganda de alimentos deverá ser voltada aos pais”, veiculada dia 17 de janeiro na Folha de São Paulo. Por isso não poderia deixar de comentá-la aqui.

A decisão das empresas Burger King Europa, Coca-Cola, Danone, Ferrero, Kellog´s, Kraft, General Mills, Mars, Nestlé, PepsiCo e Unilever, que assinaram o termo de compromisso europeu EU-Pledge, em 2007, e que passa a valer a partir deste ano, é para comemorar. Claro que o problema do consumismo infantil não se resume à publicidade na tevê e, consequentemente, não se resolve apenas com uma medida isolada. Sabe-se que o universo infantil de hoje é habitado por freqüentes inputs de consumo e que é a educação que deve ser tratada de maneira que dê suporte necessário para proporcionar aos futuros adultos uma postura mais crítica, consciente e humanizada das coisas terrenas. E o trabalho de educação também deve ser direcionado para gente grande. Se as crianças enxergam os adultos como modelos e estes continuam os mesmos, não há mudança, apenas repetição do cenário que se tem hoje.

De qualquer forma, a notícia é muito positiva porque colabora para que o tema seja debatido, gerando assim um sentimento de mais consciência para com nossas crianças. E grandes empresas tendo posturas como esta, faz com que outras passem a refletir sobre o tema, pois ir na contramão pode ser um começo de perda de lucros. E esse decréscimo pode aumentar na proporção do crescimento da conscientização da sociedade, que pode deixar de comprar produtos cuja comunicação não respeite os pequenos.

Lado B
Por outro lado, crianças de até seis anos estarão expostas a propagandas voltadas às crianças que tenham sete anos ou mais. O que pode acontecer – e nesse caso a ação passa a não ter validade - é uma migração, inclusive dos pedidos. Se as crianças já gostam de produtos destinados aos adultos, entre eles podemos citar o telefone celular, que dirá dos brinquedos destinados aos pequenos que são apenas um pouco maiores daqueles com seis anos. Por isso precisamos ficar atentos para que a ação das empresas não represente apenas uma migração dos quereres.

ANVISA
Esperamos que a ANVISA consiga lançar a regulamentação sobre a propaganda de alimentos. E espero que a iniciativa não fique restrita somente a propaganda, pois é preciso levar em consideração todas as ferramentas e estratégias da comunicação mercadológica, da qual a propaganda é apenas uma delas.

TV Cultura
Também quero registrar aqui a postura louvável da TV Cultura que, desde 1º de janeiro de 2009, se comprometeu a não veicular publicidade de produtos durante a programação infantil da emissora.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Consumir X votar

O Blog A vida como a vida quer realizou uma blogagem coletiva sobre consumo consciente, no final do ano passado. Muita gente participou e deixou comentários, inclusive a Caixa Registradora. Um dos posts muito bacanas foi o do Ecosofando, que fez um paralelo sobre o ato de consumir com o de votar. Como coloca o blogueiro, ambas ações são importantes e fazem parte do nosso modelo de sociedade. Porém, o ato de consumir acontece todos os dias, diferente das eleições para os postos do Executivo e Legislativo do nosso país, realizadas a cada dois anos.

Diariamente temos muitos momentos de decisões de consumo que representam grande poder de mudança ou de continuidade de produtos, empresas e também da nossa maneira de nos relacionar uns com os outros, embora geralmente não tenhamos essa consciência. Nesta lógica, comprar ou deixar de comprar determinado produto pode mudar toda a cultura de consumo e o rumo do nosso planeta, pode significar, sim, uma grande revolução! Abaixo segue parte do texto, que vale a pena ser lido na íntegra no Ecosofando.

“... Durante as eleições, destinamos (ou deveríamos destinar) nossos votos a aqueles candidatos que consideramos (baseado em seu histórico, suas promessas, relações políticas, etc…) mais capazes de promover as mudanças que achamos importante para nossa comunidade (país, estado, cidade, planeta, etc…).Quando elegemos um candidato, transferimos nosso poder de escolha (política). Ele será nosso representante nas decisões que afetarão nossa comunidade, durante os próximos 4 anos. Se, durante este período, este político decidir deixar de nos representar (pois mudou suas opiniões, ou mentiu sobre elas), teremos o poder de rejeitá-lo, nas próximas eleições (daqui a 4 anos). Claro que, para isso, precisamos lembrar em quem votamos, o que não é muito comum.

Quando consumimos um determinado bem (produto, serviço ou informação), estimulamos, em primeira instância, sua permanência no mercado. Estimulamos, também, uma rede de processos sócio-ambientais, relacionadas ao seu ciclo de vida (produção, distribuição, consumo, descarte, entre outros) que, efetivamente, transformam a comunidade em que vivemos (localmente e/ou globalmente). Portanto, da mesma forma que o voto, nossas escolhas de consumo têm um poder transformador sobre a sociedade. Mas, diferentemente do voto, este poder pode ser exercido várias vezes ao dia. Se a instituição responsável pela produção do bem, não tem os valores e o comportamento que achamos corretos, podemos rejeitá-la na próxima ida ao mercado, mudando de canal ou estimulando outras pessoas a não consumi-la.”

Classificação indicativa na internet?

O Reino Unido estuda a possibilidade de atribuir classificações indicativas a sites, em sistema semelhante ao usado em filmes. O secretário da cultura Andy Burnham afirmou à BBC que conteúdos encontrados na rede, como vídeos de decapitações, são inaceitáveis, e que “novos padrões de decência” são necessários.

Acho boa a idéia de classificação. Seria mais uma forma de proteger inclusive crianças de conteúdo não apropriado a elas. A mensagem poderia aparecer assim que se digitasse o endereço do site. Porém, há alguns problemas que teriam de ser resolvidos. Como seria, na prática, o procedimento para adicionar tal classificação indicativa? Como a internet não tem fronteiras, precisaria haver um acordo mundial, pois do contrário, não seria tão eficaz. Como fiscalizar a aplicação de tal classificação? Quem seria o órgão responsável?

Fonte: Caderno Informática da Folha de São Paulo, de 7 de janeiro de 2008

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Se relacionando com o NOVO

Na sociedade consumista, a palavra NOVO tem um grande poder. Tudo o que ela acompanha passa a ser objeto de desejo, pois o NOVO representa - mesmo que apenas simbolicamente - algo diferente, coisa que talvez não se tenha experimentado ainda. Mesmo o que é antigo pode ser encarado como NOVO, basta que um pequeno detalhe seja modificado, para acompanhar a moda, ou como se diz, a tendência, pois, muitas vezes, o NOVO nada mais é que sinônimo de mais do mesmo. Mas não importa: possuir o NOVO, em tempos modernos, significa estar antenado, ser um homem de sucesso e não estar excluído da sociedade, mesmo que esta seja uma pseudo-inclusão.

O NOVO é estratégia para a comercialização dos produtos que, cada vez mais, têm seu ciclo de vida encurtado, pois é preciso renovar continuadamente para que se possa acompanhar as mudanças do mercado. Uma das grandes paixões dos brasileiros, o automóvel, é um exemplo que serve para ilustrar o uso exagerado do conceito de NOVO. Nem havíamos chegado ao meio de 2008 e já era possível encontrar na mídia a publicidade dos novos modelos 2009 - mesmo que esse NOVO se concretizasse, de fato, apenas num friso diferente do pára-choques.

E quanto mais modelos novos surgem, mais rápido passa a ser o descarte do que se tem, pois a partir do momento em que se toma ciência do lançamento de um novo modelo de determinado produto que está no mercado, a impressão que se tem é que seu antecessor passa a não mais cumprir seu papel. E pode acontecer mesmo de não cumprir, mais do ponto de vista psicológico do que funcional.

O problema é que não se nota a mesma ânsia empregada no relacionamento com os objetos, essa vontade de se relacionar com o NOVO, quando em relação ao próprio indivíduo, seus pensamentos e atitudes. Neste quesito, gostamos mesmo é do velho ser que habita em nós. E não são raras as vezes em que se ouve: “Sou assim mesmo, não vou mudar”, postura, no mínimo, lamentável. Por que não transportar a vontade de gozar do NOVO modelo de produto para a possibilidade de desfrutar de um novo modelo de indivíduo? E neste caso, o NOVO precisa ir além da embalagem, do puxa aqui, aspira ali, ou dos tão desejosos MLs que se pode acrescentar – para o “bem” da aparência. O upgrade pessoal também precisa ultrapassar as matérias do intelecto - quando chegam até elas - com pós disso e daquilo, línguas, cursos de extensão, aperfeiçoamento e tal - pois o NOVO, aquele que se refere à reinvenção do próprio indivíduo, é carente de novas atitudes, formas outras de se relacionar consigo e, consequentemente, com os outros.

Então, neste final de ano - época que talvez seja mais propícia para as reflexões -, nada de trocar apenas aquele “friso lateral”. O fundamental, nesse processo de transformação, começa com a vontade de conquistar um NOVO modelo de pessoa, mais fraterno, amigo, capaz de se amar e de amar as outras pessoas com quem convive, respeitando-as e respeitando-se e, acima de tudo, deixando a paz fazer parte de suas ações.

E sobre o NOVO no consumo, o que fazer, a saída seria não comprar mais nada? Não, essa não-necessidade talvez seja utopia, pelo menos no sistema vigente. Mas é possível adotar práticas de consumo mais conscientes: aproveitar alimentos, consertar roupas e sapatos, comprar menos brinquedos para filhos, netos e afilhados e, quando o fizer, propor, por, exemplo, que a criança doe um para ganhar outro. No supermercado, vale se perguntar se aquilo que está vendo e que despertou um desejo momentâneo é realmente necessário naquele momento. Enfim, é possível renovar a forma de enxergar o mundo e, mais do que isso, sua atuação nele.

Adotar uma NOVA postura, uma NOVA forma de se relacionar é mais difícil do que consumir parcelando no cartão. É preciso atitude, força de vontade, disciplina para poder deixar aflorar um sujeito que saiba respeitar e amar mais a si, os outros e os lugares por onde passar.

E então, disposto a conquistar esse NOVO sujeito?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Manual para Boas Festas Sem Consumismo

A CCFC - Campaign for a Commercial-Free Childhood – criou o Manual Para Boas Festas Sem Consumismo, que está disponível no site da Alana. O material é composto de dicas de ativistas e autores de livros que trabalham principalmente a temática infância e consumismo. Um dos depoimentos é de Susan Linn, co-fundadora da CCFC e autora do livro Crianças do Consumo: a infância roubada, entre outras obras.

O manual é de rápida leitura, pois tem apenas seis páginas. Confira as dicas.

Se você também tem uma dica para um Natal sem consumismo, deixa um recado aqui na Caixa Registradora.

Fonte: Alana

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O Eatertainment: alimentando as crianças na sociedade de consumo

Artigo de Pablo José Assolini publicado no livro Comunicação Mercadológica: uma visão multidisciplinar, organizado pelo prof. Dr. Daniel dos Santos Galindo. O texto faz uma abordagem sobre as mudanças que contribuíram para a configuração do comportamento da sociedade contemporânea, principalmente no que se refere à inserção da criança na cultura do consumo.

O mercado tem utilizado o público infantil para fisgar os adultos de hoje e preparar os consumidores de amanhã. Por meio do eatertainment - conceito utilizado pela indústria de alimentos, que associa alimento à diversão – brindes, publicidades e outras ações mercadológicas são usadas para persuadir as crianças. Para ilustrar o texto, foi utilizado o caso da rede americana de fast-food McDonald’s.

O artigo também está publicado no site da Alana.

Leia o texto na íntegra

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Consumismo infantil: vamos dar um basta

Recebi o link do trailler do documentário Criança, a alma do negócio, de Estela Renner e Marcos Nisti, por meio da newsletter da Alana. O filme fala do comportamento consumista das crianças, que passaram a ser tratadas como mero público-alvo que tem gerado grandes lucros às empresas.
Segundo estudo da FEA-USP de 2006, publicado no suplemento “Sua Empresa” do Jornal o Estado de São Paulo, o mercado infantil movimenta R$ 50 bilhões e cresce 14% ao ano, no Brasil. Ainda de acordo com o estudo, esse crescimento é o dobro do verificado nos segmentos voltados para adultos.

Para reverter este cenário é preciso sensibilizarmos e conscientizarmos os adultos de hoje. E o filme é uma das maneiras. Ajudem a divulgá-lo!

Clique aqui para assistir ao trailler disponibilizado no youtube

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Alimentação infantil: ajude a mudar

A PRO TESTE está promovendo uma grande campanha para melhorar a qualidade da alimentação das crianças e conta com a nossa participação. Eu já assinei a petição. Faça a sua parte, assine também!

Alimentos que colocam em risco a saúde das crianças são comercializados hoje sem qualquer fiscalização no Brasil, pois não existem normas que estabeleçam limites para o uso de aditivos, açúcar e gordura pela indústria alimentícia.

Por isso, a PRO TESTE criou uma petição online que você pode assinar, até o dia 15/11, contribuindo para elaborar uma lei que mude nossa realidade. Em seguida, o projeto de lei específico de alimentação para crianças será encaminhado ao Governo com o abaixo-assinado.

Má alimentação
Um bom exemplo de como as crianças podem ser prejudicadas em sua saúde seria a ingestão de dois biscoitos recheados e um potinho de petit suisse. Ambos equivalem a, respectivamente, 6,5% e 27% do que uma criança da faixa etária de 4 a 7 anos necessita diariamente de açúcar. Outro exemplo seria o consumo de uma fatia de bolo pronto, que equivale a 50% das necessidades diárias de gordura dessas crianças.

O que a nova lei deve exigir?
* Produtos destinados ao público infantil não podem conter gordura trans.
* Limitação de açúcar e gordura presente nos alimentos.
* Corantes artificiais não devem ser utilizados.
* Proibição de conservantes como o benzoato de sódio

Assine a petição

Assista abaixo ao vídeo sobre alimentação não saudável para crianças

Fonte: Associação Pro Teste Consumidores

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Conselho Federal de Psicologia dá sua contribuição à luta contra o consumismo infantil

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) acaba de disponibilizar uma cartilha redigida pelo professor Yves de La Taille, da USP, estudioso da área de crianças e adolescentes e também membro do Conselho Consultivo do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana.

O documento, batizado de “Contribuição da Psicologia para o fim da Publicidade Dirigida à Criança”, conclui que há uma disparidade na compreensão de informações entre crianças e adultos. Além de menor experiência de vida e acúmulo de conhecimentos, a criança ainda não possui a sofisticação intelectual para avaliar criticamente os discursos utilizados pelo universo da comunicação mercadológica.

Em um dos trechos, Yves de La Taille também questiona o principal fim da publicidade: “Devemos nos perguntar, do ponto de vista moral, qual o seu fim, o seu objetivo? Beneficiar a quem a assiste? Ou beneficiar a quem produz e vende o produto? Creio não ser preciso responder a essa pergunta.”

Veja documento na íntegra

Fonte:
Instituto ALana
POL – Psicologia online

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Artigo - Revistas customizadas como estratégia de comunicação do setor de varejo

Resumo - Este trabalho é parte de uma pesquisa que aborda a estratégia de comunicação por conteúdo adotada por duas organizações do setor de varejo de alimentos: COOP e CompreBem. Os objetos de estudo são as duas revistas que levam os nomes das marcas e que são distribuídas nas unidades de ambas as redes. Nosso objetivo é mostrar que, por meio dessas publicações, as duas organizações estabelecem um trabalho de relacionamento com os clientes e de fortalecimento de marca.

Atualmente, as organizações têm procurado formas cada vez mais diferenciadas para comunicar-se com seus públicos, já que tradicionais técnicas publicitárias apresentam, atualmente, dificuldades em atingir consumidores e prospetcs, que estão cada vez mais seletivos.
Desta forma, as revistas customizadas pretendem estabelecer contato mais íntimo, dinâmico e direto junto a públicos segmentados, diminuindo assim a dispersão da comunicação publicitária inserida tradicionalmente na grande mídia.

Compreender o mecanismo de funcionamento das revistas supra citadas, bem como analisar esta importante ferramenta de comunicação no ponto de venda, é o objetivo do presente trabalho.

Leia o artigo na íntegra

Copyright 2008 - Todos os direitos reservados

Artigo - Sociedade de Consumo: uma abordagem histórica da pré à pós-modernidade

Resumo - O presente trabalho objetiva fazer uma abordagem histórica do comportamento de consumo da pré-modernidade - que compreende a era agrícola - até a pós-modernidade - a sociedade da informação. A partir de uma desconstrução dessas fases de desenvolvimento, passando, inclusive, pela revolução industrial, pretende-se mostrar que o comportamento de consumo da sociedade está bastante relacionado com as condições sociais e econômicas de cada período, consolidando-se num processo bastante complexo.

Leia o artigo na íntegra

Copyright Pablo José Assolini 2008 - Todos os direitos reservados

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Os modelos

É natural a busca por referências. É um meio de projetar o que se quer alcançar. Talvez uma maneira de tornar real algo ainda não realizado, que mora nos devaneios, uma forma de facilitar a idealização do que se pretende, embora muitas vezes, nos tornamos modelos sem saber muito bem de quem ou de que. E nos pegamos fazendo ou dizendo coisas que não defendemos e, pior, que abolimos. E quando essa percepção ocorre, por incrível que pareça, pode ser considerada uma evolução, pois há sujeitos que passam a vida inteira sem ter a consciência do que está praticando e, conseqüentemente, do que está deixando para outras gerações.

É importante pensarmos, como diz o filósofo e educador Mario Sérgio Cortella, “no que vamos deixar”. Somos modelo de quê? Estamos sendo observados o tempo todo. E quer queria quer não, somos modelos, principalmente para as crianças, que buscam nos adultos uma referência de como agir, de como lidar com as situações. Veja abaixo o vídeo da Child Friendly, ele trata desse assunto.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O brilho que vira fardo

Em tempos de consumismo, de trocas insanas de objetos, da ânsia por novidades, Chico César fala na letra da música de sua autoria, que aliás leva o mesmo nome do CD - “De uns tempos pra cá” - sobre essas coisas mundanas que vamos juntando e que possuem certo encantamento até o momento de serem compradas, mas que depois acabam virando coisas pra tropeçar, se tornando fardo pra carregar, como bem diz a letra que pode ser conferida abaixo. O videoclipe também está disponível, logo após a letra da música.













De uns tempos pra cá
os móveis, a geladeira
o fogão, a enceradeira
a pia, o rodo, a pá
coisas que eu quis comprar
deu vontade de vender
e ficar só com você
isso de uns tempos pra cá

De uns tempos pra cá
o carro, a casa, o som
tv, vídeo, livros, bom...
o que em tese faz um lar
admito eu quis comprar
começo a me arrepender
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá

Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar

De uns tempos pra cá
o pufe, a escrivaninha
sabe a mesa da cozinha?
lençóis, louça e o sofá
não precisa se alterar
pensei em me desfazer
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá

De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar
dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá

Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar