O criador da Caixa Registradora, Pablo Assolini, é integrante do ECOM e
Livro
Em 2009, o Grupo ECOM lançou o livro "Comunicação Mercadológica: uma visão multidisciplinar", com artigos de diversos pesquisadores da área.
Outro dia estava andando no shopping quando me deparei com uma vitrina, que trazia o seguinte dizer: "Chegou ração humana". A frase estava em destaque, como se aquilo fosse um produto bastante desejado que acabara de chegar às lojas. Que coisa maluca, ração humana? Será feita de que, me passou na hora. Pensei em ir até a loja, mas hesitei. Será fim dos tempos?
A vedete agora é o 0% de gordura trans. São muitos os alimentos que levam em destaque essa descrição. Nos supermercados é comum a troca de conselhos entre os consumidores: “veja se não tem gordura trans”; “esse deve ser mais saudável, pois não tem gordura trans”.
Em tempos de cerveja sem álcool, de e-book e de boneca inflável, o tal cigarro eletrônico até que não é grande novidade. Comercializado nos Estados Unidos, a engenhoca chega ao Brasil nos próximos dias e promete fazer sucesso entre aqueles que adoram um cigarro entre os dedos. Seu lançamento por aqui coincide com a lei antifumo em vigor no Estado de São Paulo, que acabou até com os espaços reservados para fumantes em estabelecimentos comerciais.
Por meio do portal Cultura Infância, tive acesso ao texto "A cidade (re)criada pela infância", de Nayana Brettas Nascimento, que me fez pensar o quanto a cidade planejada e construída por adultos para adultos, não inclui as crianças. “As expressões corriqueiras ´lugar de criança é na escola` ou ´a rua não é lugar de criança` revelam quais são os lugares da infância na cidade e que tipo de relação devem estabelecer com ela”, declara a autora.
Até há um tempo atrás pensava que as crianças gostavam de chupetas pois via grande parte delas com uma na boca. Também sempre observei que crianças choronas ficavam quietas quando um adulto colocava uma chupeta em suas bocas. Assim, pra mim, o único mal da chupeta era a história que sempre ouvi de que ela entortava os dentes de quem as usasse.
Com agendas de verdadeiros executivos, as crianças da classe média acordam muito cedo para ir à escola. De lá vão para a natação, depois para a aula de inglês, aula de dança ... e vão dormir tarde, geralmente depois daquela festa nos tais bufês da vida. É aula disso, competição daquilo. Os pais enchem os filhos de atividades porque querem o bem de seus pequenos. “Esse vai conseguir um ótimo emprego, vai estar pronto para disputar as melhores vagas no mercado de trabalho, vai ser um vencedor”, devem imaginar esses pais. Em contrapartida, as brincadeiras e até as discórdias entre colegas vão deixando de existir. A infância passa a ficar cada vez mais curta, pois é tomada por compromissos e mais compromissos. Para o psicólogo Ives de La Taille, no livro Formação Ética: do tédio ao respeito de si - presente de aniversário que ganhei da querida amiga Bia - apesar do número de compromissos aproximar a rotina da infância ao dia-a-dia típico de um adulto, quando crescem de fato, esses indivíduos acabam ficando meio que estagnados numa adolescência quase sem fim. Foram tão superprotegidos e amparados pelos adultos que tomavam decisões e resolviam conflitos por eles que não conseguem encarar a vida de frente para vencer obstáculos. Isso porque na visão míope dos pais, o fundamental é que as crianças se desenvolvam intelectualmente, que saibam língua disso e daquilo. Mas e o outro lado? A vida não se resume apenas a trabalho! E o amor, a auto-estima das crianças, como tem sido trabalhada? A capacidade de lidar com os conflitos? A criatividade e a imaginação? Para La Taille, “muitos dos elementos do mundo adulto não fazem sentido para as crianças. Logo, obrigá-las a viver como adultos implica privá-las dos sentidos que elas poderiam construir se deixássemos que vivessem tranqüilamente sua infância”.