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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Banco Imobiliário atualiza “transações financeiras”


Quem, como eu, brincou de Banco Imobiliário há algum teeeeempo atrás (mas não muito, hein, rsrsrs) se lembra das famosas cédulas coloridas que movimentavam o jogo. Com elas, era possível comprar e vender companhias e fazer fortunas de mentirinha.

Pois é, o tempo passou e, como na vida real, na qual as cédulas perderam espaço para as tais maquininhas de cartão de débito e crédito, no novo Banco Imobiliário o cenário também é outro.

Chamado de Super Banco Imobiliário, a versão atual do jogo deixou o dinheiro de papel de lado para usar a tecnologia dos cartões. É isso mesmo, no Super Banco Imobiliário, para comprar uma propriedade ou pagar alguém, você precisa passar o cartão.

Além da mudança na forma de “transação financeira”, o Super Banco Imobiliário também levou empresas de verdade para dentro do tabuleiro lúdico. Quem já brincou com o tradicional Banco Imobiliário sabe que uma das jogadas mais lucrativas em uma partida é a compra de uma companhia, seja de navegação, aviação, viação ou ferroviária. Na nova versão, as companhias de transporte saíram do jogo para dar lugar a empresas como Vivo, Itaú, TAM Viagens, NIVEA, Ipiranga e Fiat.

Essa estratégia de colocar o mundo das marcas próximo ao público infantil já é uma estratégia bastante utilizada pelo mercado, porém, em jogos lúdicos e nessa quantidade de marcas por produto é algo inovador. E mesmo sendo o objetivo final dessas empresas o de levar as crianças a se familiarizarem com suas marcas desde pequenas, a ação de marketing traz conteúdo sobre educação financeira, uma das grandes lacunas das nossas escolas e que faz muita falta na vida adulta.

Educação Financeira 
A MasterCard, empresa que chancela a máquina de cartões do Super Banco Imobiliário, apresenta no jogo dicas de seu programa de educação financeira “Consumidor Consciente”, que ensina, de maneira atrativa e divertida, conceitos de administração financeira, contabilidade e, também, de como poupar, permitindo às crianças utilizar o jogo como um instrumento de educação financeira.

sábado, 5 de julho de 2008

As marcas ainda vão dominar o mundo; e o cartório de registros

- Oi, eu sou Sony da Silva.
- Prazer em conhecê-la. Eu sou Credicard Pereira e esse é meu filho, o Fisher-Price.

Essa apresentação entre duas pessoas ainda soa estranha hoje. Até parece conversa de doido. Mas, daqui a alguns anos, ela tem tudo para virar realidade. Basta olhar à nossa volta.

As marcas estão dominando o mundo. Elas estão por todos os lados, espalhadas, se multiplicando, se apropriando de tudo. Cada vez mais invadem sua privacidade, seus momentos de lazer. É Teatro Abril, Credicard Hall, Espaço Unibanco, HSBC Belas Artes. Títulos de revistas customizadas, então, não param de crescer. É revista da TAM, da Volks, da Nestlé, do Comprebem. E a onda dos customizados também já chegou ao dial, quem diria! A primeira a surgir, pelo menos aqui no Brasil, foi a Rádio SulAmérica Trânsito. A mais recente, a Rádio Mitsubishi, “A Rádio Pra Quem é 4X4”, colocou os nomes dos carros da empresa nos programas musicais. Se você que ouvir música e informação nas manhãs, fique ligado no “Pajero Full in the Morning”. É o mundo das marcas, gente!

Outro tipo de ação, até então desconhecida, foi a que aconteceu em junho. A Bohemia, da Ambev, assumiu a rádio Eldorado por 35 horas, em uma ação que promoveu o novo conceito da marca. Segundo notícia do Portal da Propaganda, a Rádio Eldorado Bohemia teve "programação voltada às histórias de artistas, escritores, cineastas e músicos consagrados pela qualidade dos trabalhos e dedicação, mostrando que, como a cerveja Bohemia, o reconhecimento da excelência do trabalho se dá com o passar dos anos". Neste caso, aliás, não se respeitou o ouvinte, pois o que ele ouviu, mesmo talvez sem ter noção disso, eram programas vinculados aos objetivos comerciais de uma marca de cerveja.

Com a coisa nesse ritmo, não vai levar muito tempo para as marcas batizarem as pessoas. Aliás, já tem gente tatuando a logomarca da empresa em seu próprio corpo. É o caso da Harley-Davidson. Tem muito grandalhão riscando a marca no braço, mas, por enquanto, apenas por uma relação de amor.