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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Rede Social vira moeda

Já imaginou pagar suas contas e adquirir seus sonhos de consumo com tweets? A novidade é quase isso. De fato o Twitter virou moeda, mas não para você quitar ou sair por aí comprando tudo o que quiser.

A novidade surgiu da consultoria de markeitng Innovative Thunder, de Christian Behrendt e Leif Abraham. A primeira ação da Innovative foi lançar o livro “Oh my God what happened and what should I do?”, que fala sobre as mudanças que têm ocorrido no mercado, com a ascensão das mídias digitais e como isso transformou completamente a comunicação e o comportamento das pessoas.

Até aí, nenhuma novidade, certo? Quase lá. O grande trunfo da dupla foi a forma de distribuir o livro. Em vez de colocá-lo em livrarias ou optar pelo comércio online, Christian e Leif resolveram inovar: para ter acesso à publicação, ou melhor, fazer o download da obra, é preciso pagar com um tweet. Isso mesmo, a forma de pagamento é o envio de uma mensagem de divulgação no Twitter. O processo é simples: basta fazer o login com sua conta e autorizar uma mensagem automática para divulgar o livro para todos os seus seguidores. Em seguida, o download do PDF começa e o livro é seu, simples, não.

Achei a ideia muito boa. É um verdadeiro ganha, ganha. De um lado o consumidor, que não desembolsa dinheiro para ter acesso ao conteúdo. Do outro, os autores, que ganham com a divulgação free do produto, gerando o tal buzz.

No Facebook também dá
Se você por um acaso não for adepto do Twitter, ainda tem a chance de conseguir o livro de Christian e Behrendt, postando uma mensagem no mural do seu Facebook.

Como utilizar o pay with a tweet
Se você tem um artigo, livro ou coisa que o valha e curtiu a ideia do Pay With a Tweet, para socializar o conteúdo, é preciso fazer um cadastro no site www.paywithatweet.com/sell.php , informar as características do produto e gerar um link para download. Depois, é fazer as primeiras divulgações aos amigos e deixar o viral rolar.

domingo, 2 de maio de 2010

Conceito Tryvertising chega ao Brasil

Um dos primeiros textos da Caixa Registradora falava sobre um consumo baseado em experimentações. O título era “PDV ou PDE?”, ou seja, Ponto de Venda ou Ponto de Experimentação? Lá havia uma citação à Sample Lab, de Tóquio, no Japão, uma loja que na verdade não vende produtos ou serviços, mas que coloca à disposição das pessoas, produtos para experimentação, a maioria deles que ainda não chegou ao mercado. A moeda da Sample Lab é a opinião. O compromisso de quem é cadastrado lá é dizer o que achou do produto. E não é preciso devolver. O que experimentou é seu. Esse conceito é chamado de “tryvertising”, do inglês try (teste) + vertising (advertisign, propaganda).

E o mais legal desse novo modo de pesquisar o comportamento de consumo é que ele chega ao Brasil ainda no primeiro semestre deste ano. Aqui serão duas empresas: a Sample Central (franquia da Sample Lab) e o Clube Amostra Grátis.

Para se tornar um "experimidor" (um consumidor experimentador) é preciso fazer o cadastro e pagar uma anuidade. Na Sample Central ela custa R$ 15,00 e no Clube Amostra Grátis R$ 50,00. A pessoa pode pegar até cinco produtos e, assim que responder as pesquisas, ganha pontos no cartão de relacionamento e pode pegar outros cinco.

Para quem gosta de estar sempre up to date com as novidades, esta é uma ótima oportunidade. E para as empresas, nem se fala, pois além de gerar mídia espontânea, pois quem tem novidade sai sempre espalhando e querendo mostrar por aí, gera informação fundamental para um lançamento mais redondo, que agrade de fato os consumidores.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ração humana, você já experimentou?

Outro dia estava andando no shopping quando me deparei com uma vitrina, que trazia o seguinte dizer: "Chegou ração humana". A frase estava em destaque, como se aquilo fosse um produto bastante desejado que acabara de chegar às lojas. Que coisa maluca, ração humana? Será feita de que, me passou na hora. Pensei em ir até a loja, mas hesitei. Será fim dos tempos?

Bom, fui pesquisar pra saber o que de fato era a tal ração humana. Segundo o site http://www.racaohumana.com.br/, ela é um composto com diferentes tipos de ingredientes ricos em fibra. Na receita original ela leva: farelo de aveia, fibra de trigo, gérmen de trigo, leite de soja, semente de gergelim, semente de linhaça, levedo de cerveja, guaraná em pó, gelatina natural em pó e açúcar mascavo.

Parece que o composto auxilia o organismo em uma série de coisas. Cheguei a encontrar sites e blogs dizendo que a tal ração humana ajuda a emagrecer. Receitas há várias, com dicas de como e quando se alimentar da tal ração. Há pessoas que dizem que pelo menos uma refeição deve ser trocada pelo composto (puxa, que difícil!), para que se obtenha os resultados, principalmente no quesito gordurinhas.

Ufa! Depois de pesquisar e de saber que a tal ração não é feita de humanos (hehe) até fiquei com vontade de experimentar. Agora, o nome, bem que podia ser um outro que despertasse mais o desejo de experimentar. Acho que no desenvolvimento do produto, se esqueceram do profissional de marketing ...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

0% de gordura trans, saudável?

A vedete agora é o 0% de gordura trans. São muitos os alimentos que levam em destaque essa descrição. Nos supermercados é comum a troca de conselhos entre os consumidores: “veja se não tem gordura trans”; “esse deve ser mais saudável, pois não tem gordura trans”.

De fato, a tal gordura trans faz mal à saúde. Ela é a pior das gorduras. Foi por isso que o governo determinou, desde 2007, que a indústria de alimentos informasse ao consumidor a quantidade desse tipo de substância contida nos produtos. Com a exigência e a repercussão da medida, as empresas começaram a se movimentar para adaptar suas fórmulas, tentando substituir a todo custo a gordura trans. Mas o simples fato de estar livre dela não garante, em hipótese nenhuma, que o produto seja saudável. Aliás, muitos rótulos trazem a inscrição 0% de gordura trans, porém, pode ser que estejam se referindo apenas à quantidade de uma porção, que se for muito pequena, não precisa ser considerada na embalagem. Mas em duas ou três porções, o risco já pode aparecer!

O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – faz um alerta aos consumidores: olhe os ingredientes, se entre eles encontrar qualquer menção a óleos parcialmente hidrogenados, gordura vegetal ou gordura hidrogenada – que são fontes das tais gorduras trans - é possível que, em algumas porções, o consumo dessas gorduras seja muito maior do que se imagina (Revista IDEC nº 116).

Além da gordura trans, há outros ingredientes que podem fazer muito mal à saúde. A gordura saturada, o sódio e o açúcar, por exemplo, são substâncias que, se consumidas em excesso, podem contribuir para o aparecimento ou agravamento de diversas doenças, tais como colesterol, diabetes e hipertensão. Apesar de não ser perceptível, muitos doces trazem uma quantidade grande de sal em sua composição. Mas e o açúcar? Por incrível que pareça, não há uma exigência legal para a divulgação da quantidade desse nutriente nos alimentos e bebidas. Ele permanece escondido entre os carboidratos, responsáveis por fornecer energia ao corpo.

As crianças e os ingredientes não-saudáveis
Um outro grande problema é que a rotulagem nutricional de alimentos e bebidas normalmente utiliza os valores diários de um adulto (2.000 kcal), como base de referência, pois a indústria também não é obrigada a dispor essas informações baseadas nas necessidades diárias de uma criança, que aliás, variam de acordo com a fase de desenvolvimento. Dessa forma, a criança pode estar ingerindo um alimento adequado para a dieta de um adulto, mas que muitas vezes extrapola suas necessidades diárias daquele nutriente, o que pode levar ao aparecimento de problemas como a obesidade infantil. “O excesso de peso na infância costuma programar o organismo para uma vida inteira de saúde frágil. Os médicos estão enfrentando o desafio de combater colesterol alto, hipertensão e doenças do fígado - problemas tipicamente adultos – em crianças cada vez mais novas” diz reportagem da revista Época, de março de 2009.

Assim, ainda que falte muita informação ao consumidor, para que possa fazer da sua escolha uma decisão coerente, ainda é mais prudente, no momento da compra, verificar os ingredientes e as informações da rotulagem nutricional, conforme orientação da ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária – “para alimentos e bebidas produzidos, comercializados e embalados na ausência do cliente e prontos para oferta ao consumidor”.

O 0% de gordura trans é um movimento bem-vindo.Mas, para saber se de fato estamos ingerindo alimentos saudáveis, de acordo com nossas necessidades diárias, é fundamental termos novas ações legais por parte da ANVISA e até mesmo uma mudança de cultura por parte do consumidor, que pode exigir das empresas e dos órgãos públicos informações claras que o ajudem a ter uma vida mais saudável.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Será somente migração de quereres?

Fiquei muito feliz com a notícia “Propaganda de alimentos deverá ser voltada aos pais”, veiculada dia 17 de janeiro na Folha de São Paulo. Por isso não poderia deixar de comentá-la aqui.

A decisão das empresas Burger King Europa, Coca-Cola, Danone, Ferrero, Kellog´s, Kraft, General Mills, Mars, Nestlé, PepsiCo e Unilever, que assinaram o termo de compromisso europeu EU-Pledge, em 2007, e que passa a valer a partir deste ano, é para comemorar. Claro que o problema do consumismo infantil não se resume à publicidade na tevê e, consequentemente, não se resolve apenas com uma medida isolada. Sabe-se que o universo infantil de hoje é habitado por freqüentes inputs de consumo e que é a educação que deve ser tratada de maneira que dê suporte necessário para proporcionar aos futuros adultos uma postura mais crítica, consciente e humanizada das coisas terrenas. E o trabalho de educação também deve ser direcionado para gente grande. Se as crianças enxergam os adultos como modelos e estes continuam os mesmos, não há mudança, apenas repetição do cenário que se tem hoje.

De qualquer forma, a notícia é muito positiva porque colabora para que o tema seja debatido, gerando assim um sentimento de mais consciência para com nossas crianças. E grandes empresas tendo posturas como esta, faz com que outras passem a refletir sobre o tema, pois ir na contramão pode ser um começo de perda de lucros. E esse decréscimo pode aumentar na proporção do crescimento da conscientização da sociedade, que pode deixar de comprar produtos cuja comunicação não respeite os pequenos.

Lado B
Por outro lado, crianças de até seis anos estarão expostas a propagandas voltadas às crianças que tenham sete anos ou mais. O que pode acontecer – e nesse caso a ação passa a não ter validade - é uma migração, inclusive dos pedidos. Se as crianças já gostam de produtos destinados aos adultos, entre eles podemos citar o telefone celular, que dirá dos brinquedos destinados aos pequenos que são apenas um pouco maiores daqueles com seis anos. Por isso precisamos ficar atentos para que a ação das empresas não represente apenas uma migração dos quereres.

ANVISA
Esperamos que a ANVISA consiga lançar a regulamentação sobre a propaganda de alimentos. E espero que a iniciativa não fique restrita somente a propaganda, pois é preciso levar em consideração todas as ferramentas e estratégias da comunicação mercadológica, da qual a propaganda é apenas uma delas.

TV Cultura
Também quero registrar aqui a postura louvável da TV Cultura que, desde 1º de janeiro de 2009, se comprometeu a não veicular publicidade de produtos durante a programação infantil da emissora.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A era do acesso: compartilhando os objetos para um consumo mais consciente

Em tempos de hipermodernidade, como diz Gilles Lipovetsky em “Tempos Hipermodernos” (2004), compartilhar talvez seja uma dádiva. Os costumes da contemporaneidade acabam deixando os indivíduos cada vez mais egoístas, mais individuais, mais competitivos, porém não menos frágeis.

A sede de posse é grande. Quanto mais acúmulo de bens, mais bem visto é o homem, que trabalha, estuda, corre pra cá e pra lá “precisando” ganhar cada vez mais para suprir suas necessidades, sejam elas físicas e ou psicológicas. É a casa de campo, de praia, moto, lancha, carros ... É a comodidade, o lazer (com ou sem ócio, esse último ainda mais provável), o desfrutar das delícias desse mundo de carne e osso. Ótimo, quase perfeito, se desse tempo para usufruir de tudo isso. Bom, pelo menos a sensação de ter (do isso tudo é meu) ainda pode ser uma grande satisfação. Mas e o custo-benefício, se deixarmos de lado os aspectos psicológicos do ser? Com as aquisições, as contas vão aumentando e, com elas, o seu compromisso de trabalhar mais para poder quitá-las. (Adeus tão sonhado ócio). E o custo de todos esses bens parados, sem uso? Será inteligente do ponto de vista financeiro, ambiental e social?

Muito se diz do tal desapego que devemos ter dos bens materiais. Coisa difícil, né (pelo menos pra mim). A sociedade contemporânea até quem tem mostrado seu lado inteligente e de certa forma socializador, mesmo que seja pensando mais em economia financeira do que no compartilhar de fato. Em seu livro “A Era do Acesso” (2000), Jeremy Rifkin, fala de uma sociedade que não precisa ser dona de nada, mas que pode ter acesso a tudo. “O acesso just-in-time de bens e serviços é a tendência do futuro. Cada vez mais pagaremos para utilizar coisas em vez de sermos os proprietários”, afirma o autor. Nesta lógica, não deixaríamos de utilizar a casa de campo, a de praia... Digamos que poderíamos chamar isso de um socialismo capitalista, no qual muitos objetos podem ter mais de um dono, ao mesmo tempo em que ninguém é dono de nada. Paga-se pelo uso. Assim, divide-se bônus e ônus.

Já tem muita gente praticando o compartilhamento dos objetos. Nos países desenvolvidos já acontece em maior escala. No Brasil também existe e a tendência é crescer. São escritórios com estrutura enxuta em que diversas pessoas jurídicas utilizam a mesma sala de reunião, equipamentos, secretária etc. Na Califórnia - EUA - há carros compartilhados. O indivíduo paga uma taxa por mês. Os carros ficam disponibilizados em vários lugares. A pessoa pode pegar em um ponto e deixá-lo em outro local.

E a era do acesso também está nos céus. A novidade, pelo menos pra mim, foi a de ver no jornal Diário do Grande ABC, de 18 de agosto, matéria falando sobre helicópteros compartilhados. É claro que mesmo dividindo em grupo (cerca de 10 pessoas) custa muito para a maioria dos mortais, mas é a idéia em si que é boa e precisa ser ampliada e divulgada. Além de ter um preço altíssimo, os mais baratos por volta de R$ 1 milhão, ter uma máquina dessas parada, mesmo pra quem pode, significa prejuízo. Então, porque não compartilhar?

Segundo a reportagem, o Brasil tem 200 pessoas que utilizam esse sistema, que já existe há sete anos. Paga-se 10% do valor da aeronave como cota e R$ 11 mil mensais para manutenção do aparelho e custos de vôo, como combustível, piloto, entre outros. Espero que essa filosofia, a da era do acesso, continue a se multiplicar. É bom para os indivíduos, é bom para o planeta também, mas claro, ainda longe dos ideais de ambientalistas e socialistas. Mas no tempo em que vivemos, essas notícias são animadoras, pois mostram que há alternativas à forma atual de nos relacionarmos com os objetos, criando, pelo menos, uma cultura de consumo mais consciente.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Multitarefas: a vida through the screen

Matéria da Veja de 6 de agosto trata das chamadas crianças multitarefas. Falar no celular, escutar música, bater papo no MSN, jogar videogame e ainda dar uma espiada na programação da TV são algumas das coisas que essa nova geração faz de uma só vez.

Bom ou ruim, não sei dizer. Mas uma coisa é certa: a tecnologia não é a grande causa desse comportamento. É fato que ela está inserida no universo do público infantil. Para as crianças da sociedade moderna, o mundo é through the screen. A vida dos multitarefa é intermediada por telas. Até livro já se lê em posição vertical, por causa do hábito de olhar para o monitor do computador.

Mas e daí? O que isso significa, além da adpatação aos meios, coisa que não é exclusividade dessa geração? A sociedade muda constantemente, e ainda bem que isso acontece. São avanços, retrocessos, mas que significam novas experiências. Os especialistas ouvidos por Veja disseram que será necessário uma ou duas gerações para saber se o impacto desse fenômeno é positivo ou não. Um deles, professor de conceituado colégio de São Paulo, já percebeu uma coisa: “As crianças processam rapidamente um número maior de informações, mas num nível superficial. Ir fundo no assunto é difícil pra elas”.

Hoje, o que vale mais é a quantidade. Vivemos no que a revista Wired chama de snack culture (cultura aos pedaços). Somos ansiosos pelo novo. Queremos um pouquinho de tudo, somos incentivados a isso. E é gostoso, mas não menos perigoso, tudo depende do ponto de vista. E viva o mundo da baixa resolução, de vídeos por celular e do second life! A quantidade de informação não pára de aumentar. Já a qualidade, é mais discutível... ou não.

Voltando à Revista, o que mais causou espanto na matéria foram os relatos das mães que participaram da reportagem. Elas ficaram assustadas com o comportamento dos filhos, de darem atenção para duas, três, quatro, até cinco coisas diferentes ao mesmo tempo. Isso mostrou que essas mães dão pouca atenção aos filhos, não têm muita convivência com eles, pois mal sabiam o que estavam fazendo em casa.

Esse talvez seja um problema, e, de certa forma, também não é culpa delas, pois estão inseridas na lógica do mercado. Para manter os costumes da vida moderna é preciso de dinheiro, o que, na maioria das vezes, significa mais trabalho. Assim, os pais terceirizaram a atenção - o convívio que deveriam ter com os filhos - para os aparatos tecnológicos, as novas babás eletrônicas da modernidade. Embora também, dependendo da relação familiar, talvez a criança saia ganhando em não ter os pais muito por perto. E quem gosta disso é o mercado publicitário, que enxerga a criança como presa fácil, "verdadeira trainee do consumo", nas palavras do professor Daniel Galindo.

sábado, 5 de julho de 2008

As marcas ainda vão dominar o mundo; e o cartório de registros

- Oi, eu sou Sony da Silva.
- Prazer em conhecê-la. Eu sou Credicard Pereira e esse é meu filho, o Fisher-Price.

Essa apresentação entre duas pessoas ainda soa estranha hoje. Até parece conversa de doido. Mas, daqui a alguns anos, ela tem tudo para virar realidade. Basta olhar à nossa volta.

As marcas estão dominando o mundo. Elas estão por todos os lados, espalhadas, se multiplicando, se apropriando de tudo. Cada vez mais invadem sua privacidade, seus momentos de lazer. É Teatro Abril, Credicard Hall, Espaço Unibanco, HSBC Belas Artes. Títulos de revistas customizadas, então, não param de crescer. É revista da TAM, da Volks, da Nestlé, do Comprebem. E a onda dos customizados também já chegou ao dial, quem diria! A primeira a surgir, pelo menos aqui no Brasil, foi a Rádio SulAmérica Trânsito. A mais recente, a Rádio Mitsubishi, “A Rádio Pra Quem é 4X4”, colocou os nomes dos carros da empresa nos programas musicais. Se você que ouvir música e informação nas manhãs, fique ligado no “Pajero Full in the Morning”. É o mundo das marcas, gente!

Outro tipo de ação, até então desconhecida, foi a que aconteceu em junho. A Bohemia, da Ambev, assumiu a rádio Eldorado por 35 horas, em uma ação que promoveu o novo conceito da marca. Segundo notícia do Portal da Propaganda, a Rádio Eldorado Bohemia teve "programação voltada às histórias de artistas, escritores, cineastas e músicos consagrados pela qualidade dos trabalhos e dedicação, mostrando que, como a cerveja Bohemia, o reconhecimento da excelência do trabalho se dá com o passar dos anos". Neste caso, aliás, não se respeitou o ouvinte, pois o que ele ouviu, mesmo talvez sem ter noção disso, eram programas vinculados aos objetivos comerciais de uma marca de cerveja.

Com a coisa nesse ritmo, não vai levar muito tempo para as marcas batizarem as pessoas. Aliás, já tem gente tatuando a logomarca da empresa em seu próprio corpo. É o caso da Harley-Davidson. Tem muito grandalhão riscando a marca no braço, mas, por enquanto, apenas por uma relação de amor.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

No país do futebol até Presidente da República aparece no lançamento do novo Gol

O Presidente da República foi praticamente garoto propaganda do lançamento do novo Gol da Volks, algo que soa no mínimo esquisito por se tratar de pessoa pública em lançamento de produto comercial - mas isso é assunto pra uma outra ocasião.

Não bastasse isso, em seu discurso Lula disse que a boa fase da indústria automobilística se deve ao próprio setor, que acreditou na estabilidade econômica. “A indústria está batendo recordes todo mês de produção e de vendas. Quanto mais as indústrias crescerem, quanto mais fornecedores tiverem, quanto mais concessionárias abrirem, mais empregos vão gerar. E gerando mais empregos, vão gerar mais salários, vão ter mais consumidores. Mais consumidores, mais empregos e assim passamos a viver um ´ciclo virtuoso`", declarou. Tudo muito lindo mas, ao mesmo tempo em que há um incentivo das empresas, da propaganda e do Presidente para se comprar carros, por outro lado há o discurso de ONGs e de outros setores de que o cidadão consciente é aquele que deixa seu carro na garagem, por causa do trânsito, meio ambiente, bláblábláblá. Não que os argumentos não sejam válidos. Mas quem sempre fica com o abacaxi na mão, angustiado, meio perdido e estressado, é o cidadão. Se a comercialização de veículos é importante, se ela ajuda o desenvolvimento do país, que, aliás, já foi iniciado por meio de rodovias, o mínimo que podemos esperar é que nos dêem alternativas, condições para que a frota de fato possa ser ampliada com mais qualidade e segurança para o meio ambiente e o consumidor.

Por outro lado, é fácil perceber que o caso dos meios de transporte é o mesmo dos demais setores da área pública: educação, saúde, segurança etc. Como os governos não conseguem resolver o problema, precisam apoiar a iniciativa privada e, assim, cada um que se vire do jeito que dá. Aliás, com o recorde de produção de veículos veio também o boom dos recalls. O caso mais recente foi o do FOX, que ficou popularmente conhecido como corta-dedo. Segundo matéria publicada no Estado de São Paulo, de 30 de junho, “os sucessivos recordes de vendas de carros obrigaram as montadoras a acelerar a produção num ritmo muito acima do previsto. Para dar conta da demanda, várias fábricas operam 24 horas durante os sete dias da semana, convocam horas extras e criam novos turnos.[...] Só neste ano, 818,2 mil veículos foram convocados para consertos. Em todo o ano passado foram 256,3 mil. [...] Desde meados dos anos 90, quando a indústria automobilística introduziu no País os recalls, 6,2 milhões de carros passaram por convocações, o equivalente a 25% de tudo o que foi vendido no período”.

Por isso, é preciso fiscalizar as empresas, criar regras para garantir mais qualidade e condições de rodar, seja de carro próprio ou de transporte público. Porém, uma coisa é fato: não é servindo de garoto propaganda que os nossos políticos vão conquistar vitórias para o cidadão comum, que está em campo todos os dias e também precisa garantir seus gols.

Crédito imagem: http://substantivolatil.com/page/3

sábado, 28 de junho de 2008

Gentileza tecnológica

Para quem vive neste mundo material, dos objetos, nas palavras de Jean Baudrillard, os seres humanos até que têm muito o que aprender com suas crias.

É claro que não podemos generalizar, felizmente há pessoas conscientes e gentis nesse mundão. Mas a gentileza nos aparatos tecnológicos tem crescido e está presente em diversos segmentos. É o carro que avisa quando você desliga o motor e deixa o farol ligado ou quando está em trânsito com a porta aberta. A TV que desliga automaticamente, o forno com timer pra você não torrar aquele prato delicioso que está preparando, o Word que pergunta se você deseja salvar o documento, o Orkut que dá as boas vindas quando você acessa a comunidade, entre outras coisas.

É claro que a tecnologia tem lá seus problemas e, muitas vezes, te deixa na mão. Mas, nos tempos modernos, certas delicadezas ficaram esquecidas. Ceder o lugar no transporte público para uma pessoa com criança de colo, avisar o motorista do lado que sua porta está aberta, falar para o porteiro do prédio que o vizinho esqueceu a lanterna do carro ligada, enfim, atitudes simples que demonstram gentileza e preocupação com o semelhante são cada vez mais raras.

Muito se fala da necessidade de uma vida mais simples. Mas que simplicidade seria essa? A de consumir menos objetos e experimentar prazeres? Não acredito ser o consumo o maior vilão dessa sociedade estressada e insensível. Talvez essa "transferência de gentileza", do homem para os objetos, seja uma forma de esquivar-se de suas responsabilidades de cidadão. Acredito que essa vida simples, tão desejada, deva começar nas atitudes para com o semelhante e que seja baseada na fraternidade, no respeito, na educação e na gentileza. Afinal, são as coisas simples que podem transformar nossas vidas, para melhor ou não.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O milagroso da mulheres

As mulheres vão adorar. A minha também, né, amor? Chega de cabelos arruinados por chuva ou vento. Mas só pra quem estiver em Londres, pelo menos por enquanto! A novidade é uma máquina de chapinha! Isso mesmo, aquela que as mulheres ficam horas passando no cabelo pra fazer aquele penteado maravilhoso. O lance é que essa máquina pode ser encontrada em academias, restaurantes, bares e clubes. Basta 1 libra pra deixar a cabeleira bagunçada um arraso de novo. No site http://www.beautifulvending.com/

PDV ou PDE?

Já imaginou uma loja que não vende nada?! Pois é, essa é a cara da Sample Lab, de Toquio, no Japão. E qual é o seu objetivo, então? A Sample Lab é um espaço de distribuição de brindes. Não é um ponto-de-venda, mas um ponto-de-experimentação, vamos dizer. A idéia é sacada e faz os adolescentes se aglomerarem na porta, em grandes filas. Mas, como nada é de graça, pra ter acesso aos mimos é preciso fazer um cadastro no site. Paga-se 11 dólares de inscrição e mais um fee anual que dão direito a pegar 5 brindes a cada visita - amostras de produtos cosméticos, de comidinhas e acessórios.
A idéia pode pegar aqui no Brasil, que caminha com alguns ambientes já preparados para a experimentação. É o caso da Samsung Experience, no Shopping Morumbi, onde as pessoas têm a possibilidade de vivenciar momentos de alta tecnologia com produtos da marca. A Casa Gourmet Arno, em São Paulo, Minas e no Rio, também coloca as pessoas em contato com produtos Arno e T-Fal por meio de cursos gratuitos de culinária, beleza e etiqueta. Segundo informações do site, os cursos têm participação de mais de 6 mil pessoas por mês. Isso é que é relacionamento com a marca!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A pequena poderosa



Fazia tempo que não conhecia uma publicação de qualidade tão boa. A ResultsON é prova de que tamanho não é documento. Apesar de pequena em seu formato, a revista é gigante em conteúdo. Em um tom mais descolado, que foge das publicações das editoras tradicionais, a ResultsON alia conteúdo inteligente com design moderno e clean. Vale a pena conhecer. A distribuição é gratuita. A revista pode ser encontradas em cafés, restaurantes e revistarias. No site, você confere os locais. Aliás, pra quem quer conhecer agora é só acessar http://www.resultson.com.br. Mas o gostoso mesmo é folhear sua páginas. Experimente!

Eletrônico de corpinho enxuto

Dá uma olhada neste vídeo e veja o que a Sony está preparando. A tela tem a espessura de um cartão de crédito. A cultura do corpinho enxuto invadiu o mercado tecnológico. A Apple que se cuide com o Mac Air! Logo, logo, ele vai precisar de uma dieta.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Eis que surge a Caixa

Todo ato de consumo passa por uma caixa registradora, o momento de pagar pela sua mais nova aquisição. Daí a idéia do nome deste blog, espaço que se propõe a debater assuntos ligados a comunicação e consumo.

Tudo que passar por aqui vai ficar registrado. Fatos, fotos, devaneios, opiniões, curiosidades, livros e reportagens sobre esse universo maluco e maravilhoso, cheio de oportunidades e possibilidades que vamos abrindo e construindo.

Vivemos na era da sociedade de informação e tudo, ou quase tudo do que necessitamos ou queremos, direta ou indiretamente, é preciso pagar para se ter acesso. E, neste cotidiano, com dias cada vez mais curtos, a ansiedade, o estresse, a perda de valores e a busca da felicidade individual impulsionam o indivíduo a buscar os prazeres do consumo, prazer que logo se transforma em frustração e que pode ser superado, tão logo se consuma novamente.

Esse ciclo insaciável e fundamental para manter o sistema capitalista vigente hoje na maior parte do mundo, talvez possa ser mais sustentável, consciente e ético. Talvez a era do standing esteja dando lugar ao desfrute do prazer e da experimentação, a uma vida mais simples ou não. Esses e outros assuntos serão debatidos aqui. E você está convidado a dar sua opinião também!