Um dos primeiros textos da Caixa Registradora falava sobre um consumo baseado em experimentações. O título era “PDV ou PDE?”, ou seja, Ponto de Venda ou Ponto de Experimentação? Lá havia uma citação à Sample Lab, de Tóquio, no Japão, uma loja que na verdade não vende produtos ou serviços, mas que coloca à disposição das pessoas, produtos para experimentação, a maioria deles que ainda não chegou ao mercado. A moeda da Sample Lab é a opinião. O compromisso de quem é cadastrado lá é dizer o que achou do produto. E não é preciso devolver. O que experimentou é seu. Esse conceito é chamado de “tryvertising”, do inglês try (teste) + vertising (advertisign, propaganda).
E o mais legal desse novo modo de pesquisar o comportamento de consumo é que ele chega ao Brasil ainda no primeiro semestre deste ano. Aqui serão duas empresas: a Sample Central (franquia da Sample Lab) e o Clube Amostra Grátis.
Para se tornar um "experimidor" (um consumidor experimentador) é preciso fazer o cadastro e pagar uma anuidade. Na Sample Central ela custa R$ 15,00 e no Clube Amostra Grátis R$ 50,00. A pessoa pode pegar até cinco produtos e, assim que responder as pesquisas, ganha pontos no cartão de relacionamento e pode pegar outros cinco.
Para quem gosta de estar sempre up to date com as novidades, esta é uma ótima oportunidade. E para as empresas, nem se fala, pois além de gerar mídia espontânea, pois quem tem novidade sai sempre espalhando e querendo mostrar por aí, gera informação fundamental para um lançamento mais redondo, que agrade de fato os consumidores.
Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/
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domingo, 2 de maio de 2010
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Chupeta*, choro, comunicação e consumo
Até há um tempo atrás pensava que as crianças gostavam de chupetas pois via grande parte delas com uma na boca. Também sempre observei que crianças choronas ficavam quietas quando um adulto colocava uma chupeta em suas bocas. Assim, pra mim, o único mal da chupeta era a história que sempre ouvi de que ela entortava os dentes de quem as usasse.Pois bem. Foi há pouco tempo também que descobri que a chupeta representa muito mais do que um simples instrumento usado pelos pais para fazer o bebê parar de chorar e que este choro é a forma que os bebês têm de se comunicar, de expressar seus sentimentos, desejos e dores. E foi por isso que passei a acreditar que as crianças não devem gostar tanto de chupeta como às vezes parece.
E se o choro é a forma da criança - que ainda não sabe falar - se expressar, e a chupeta é um meio de parar com o choro, a chupeta, portanto, exerce a função de um cala-boca. Para Tracy Hogg, no livro Os Segredos de uma Encantadora de Bebês, esse ato seria o mesmo que colocar uma bola de meia na boca de um adulto. A recomendação da autora é para observar o que aconteceu antes e o que está ocorrendo naquele momento do choro: como foi a alimentação da criança, se há algum barulho diferente no ambiente, além de prestar atenção nos movimentos dela para poder compreender o que a criança está querendo dizer.
É claro que procurar entender o que a criança está tentando comunicar por meio do choro dá muito mais trabalho, pois exige paciência, tempo, dedicação e sensibilidade para aprender a ouvir. Isso tudo somado às preocupações e afazeres da vida pós-moderna, torna mais fácil e prática a atitude automática da chupeta que, apesar de não atuar sobre a causa, é um tranqüilizante momentâneo para os adultos, que querem o silêncio imediato.
Aplicando a idéia à sociedade de consumo, percebe-se que há muita relação de empresa com cliente baseada no “mecanismo da chupeta”. Em vez de procurar entender os desejos e necessidades de seus consumidores - o que requer disposição para ouvir, para construir um relacionamento de verdade - há empresas que, talvez por ser mais fácil, embora menos inteligente, optem pelo cala-boca, o que significa, quase sempre, perder o cliente.
Tanto no caso das crianças quanto das empresas, a relação baseada na chupeta causa perdas. Para empresas, o prejuízo é sentido mais no capital. Já no caso das crianças, a perda talvez seja ainda maior, pois os pais podem estar deixando de conhecer melhor seu filho, de iniciar a construção de um relacionamento.
Poderá ser a chupeta responsável por tudo isso?
*Chupeta= Mamilo de borracha para crianças (dic. Aurélio)
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Envolvimento com a marca em meio aos sabores do vinho
Tudo começou com a visita às parreiras, na companhia de um dos enólogos da empresa. Lá, recebemos as explicações sobre o modo de cultivo e diferenças de solo dos locais onde a vinícola produz. Logo depois, fomos para o espaço de produção do vinho, onde recebemos explicações sobre os processos de fermentação e as diferenças entre as produções de tintos, brancos, rosés e espumantes. Conforme o enólogo ia explicando o processo, seguido de experimentação, o envolvimento com a marca Miolo ia aumentando. Cheguei a pensar, naquele momento, que uma garrafa de vinho, daquelas da Miolo, era barata pelo grau de cuidados que o produto exigia.
Em seguida, ouvimos sobre a história e evolução do vinho, as melhores formas de conservação, dicas de serviço e, então, chegou a hora da tão esperada degustação: nada menos que 16 tipos de vinhos dispostos em taças, bem à nossa frente! Nesta última etapa, confesso que não apenas degustei, mas bebi mesmo todos eles – sem descartar nada no local apropriado para isso - pois estava deliciado, não só com a bebida, mas com todo o processo.
Para terminar, recebemos o certificado de participação e ainda fomos convidados a participar de um almoço regado a muito vinho, música italiana e pratos típicos da região. Os alunos também foram agraciados com a informação de que teriam 25% de desconto na compra de qualquer produto da loja da Miolo, localizada dentro da própria vinícola.
Muito além de um curso, com certeza essa foi uma experiência que nos possibilitou grande envolvimento com a marca. É o Marketing Experimental, de Bernd H. Schmitt, na prática. Foi aí que imaginei outras indústrias, principalmente as dos ramos de bebidas e alimentos, investindo em ações do tipo: abrindo suas portas para programas de relacionamento com o consumidor, baseados na experimentação, na vivência com as marcas.
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