Outro dia escrevi um post aí pra baixo dizendo que a caridade virtual existia de verdade, que ajudava muita gente com problemas on e offline. E não é que fui agraciado de novo por ela. A ajuda veio do Fórum do Iphone. Eu já estava de cabelo em pé tentando reduzir os ícones do meu aparelho que, simplesmente, tinham resolvido ficar gigantes. Já havia tentado quase tudo: desligar e ligar o telefone, tirar o chip e recolocá-lo, tocar a tela com dois dedos, ligar para o aparelho, ligar dele, entrar no site da Apple ... até que, ufa, resolvi apelar para o santo Google.
Lá digitei: ícones gigantes no Iphone e cliquei em buscar. E a solução veio. Comecei a ver comentários. Teve gente relatando que chegou a enviar o aparelho para a assistência técnica e teve que esperar um mês pelo “conserto”. Puxa, quando li esse comentário deu até um frio na barriga.
Mas acompanhando outros participantes, encontrei a Baroli falando que teve esse mesmo tipo de, digamos, problema, e que era muito fácil de resolvê-lo. A solução? Nada mais do que tocar duas vezes com os três dedos na tela do Iphone e boomm, os ícones voltaram ao tamanho normal. Agora parece simples, né, mas se não fosse a tal caridade virtual, talvez também tivesse levado meu aparelho para a autorizada. Obrigado Baroli!
Também há um vídeo no Youtube explicando esse "fenômeno" que nada mais é do que o sistema de zoom do aparelho. Veja.
Imagem: http://sender11.typepad.com/
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terça-feira, 2 de março de 2010
Caridade virtual parte 2
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Pablo José Assolini
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Redes sociais, brincadeira de criança?
Há uma ideia generalizada de que as redes sociais são puro passatempo, coisa de desocupado e, pra ir mais fundo, que não passam de diversão de criança. Afinal, qual adulto do mundo real teria tempo para joguinhos divertidos? Para comprar moedinhas e melhorar a infraestrutura de uma fazenda virtual? Pois é, como trata-se de um fenômeno ainda muito recente, talvez haja um preconceito natural com essas redes, assim como aconteceu com a própria rede mundial de computadores quando ela passou a estar à disposição das empresas e do público (como disse Sidnei Oliveira no seu blog). Tudo que é novo assusta e dá espaço para achismos que podem falsear conceitos e objetivos. Então, é possível que as redes sociais recebam o mesmo tratamento dado à internet. É só o acúmulo de conhecimento sobre o assunto, somado à disponibilidade de tempo para explorar seus recursos o que vai provar, passo a passo, o valor dessa ferramenta. Será possível chegar, então, à conclusão de que ela pode ser muito útil para a sociedade, desde que sua utilização seja bem dosada, é claro.
Para começar, vale desmistificar alguns conceitos sobre o público que acessa essas redes. Você acredita que a média de idade do usuário de rede social é de 37 anos? Não, então comece a pasmar. O usuário do Twitter tem, em média, 39 anos, enquanto o do LinkedIn tem 44, o do Facebook, 38 e do MySpace, 31. Até parece piada, né? Mas não é. Este cenário foi traçado por um estudo feito pelo site de tecnologia Royal Pingdom, que pesquisou a média de idade de usuários em 19 redes sociais, incluindo Facebook, LinkedIn, MySpace, Twitter, Slashdot, Reddit, Digg, Delicious, StumbleUpon, FriendFeed, Last.fm, Friendster, LiveJournal, Hi5, Tagged, Ning, Xanga, Classmates.com e Bebo. O estudo usou números do Google Ad Planner dos Estados Unidos para chegar ao resultado final.
Mais alguns detalhes sobre os usuários: os que têm acima de 35 anos são 64% no Twitter e 61% no Facebook. Segundo o estudo, trata-se da geração que estava na faixa dos 20 anos quando a web estourou, no meio dos anos 90, tornando-se a mais “social” entre as analisadas.
Outro dado que chama a atenção, ainda no quesito idade, é a de que usuários entre 18 a 24 anos não são maioria em nenhuma rede.
Social gamers para mulheres de 43 anos
O título até parece brincadeira: mulheres com mais de 40 anos na internet, e ainda jogando? Pára o mundo que eu quero descer! Ou melhor, acelera aí que a coisa tá ficando mais interessante do que eu imaginava - e quero ver só como estará esse cenário daqui a 10, 20, 50 anos! Mas, voltando aos fatos, uma pesquisa feita pela PopCap Games, criadora dos jogos Bejeweled e Insaniquarium, revelou resultados surpreendentes sobre os "social gamers“ do Reino Unido e dos EUA, que jogam games de plataforma em sites sociais como o Facebook e o MySpace. Mais de 24% dos entrevistados afirmaram jogar com frequência nas redes sociais, indicando uma população gamer social de aproximadamente 100 milhões na América e no Reino Unido. E, ao contrário do que se poderia imaginar, os jogadores sociais mais assíduos são mulheres, com idade média de 43 anos de idade. E, embora a comparação com a indústria tradicional de videogames seja ainda prematura, ao que parece, o setor de jogos sociais representa uma enorme oportunidade para atingir milhões de consumidores que não possuem videogame em seus lares.
Na avaliação de analistas e pesquisadores europeus da indústria de games, em 2010 deverão ser gerados mais de 1 bilhão de euros de receita só com esses jogos sociais.
A pesquisa ouviu cerca de 5 mil pessoas, sendo que dois terços (aproximadamente 3,3 mil) são americanos. Mais de 1.200 afirmaram jogar em sites de redes sociais e em plataformas convencionais pelo menos uma vez por semana. Nos EUA, 55% deles são do sexo feminino e 45%, do masculino. Já no Reino Unido esta discrepância é maior: 58% do público é composto de mulheres, contra 42% de homens.
Além disso, 46% dos gamers americanos sociais (e 23% dos jogadores no Reino Unido) têm 50 anos ou mais.
Nos EUA, o público chamado jovem, com média de idade de 21 anos, representa apenas 6% de todos os jogadores sociais. Como será no Brasil?
Futilidade ou estratégia?
Muito além de divertimento, as fazendas virtuais, lanchonetes e aquários apresentam a possibilidade de desenvolver habilidades de gente grande. Como coloca Sidnei Oliveira, esses jogos exigem:
Planejamento estratégico – para ser bem sucedido no jogo é fundamental planejar todas as escolhas e o uso de todos os recursos. Boas escolhas significam bons resultados.
Parcerias estratégicas – o relacionamento, baseado em trocas de presentes e auxílios voluntários entre os usuários do jogo, é primordial para o avanço nas etapas.
E, como sabemos, estas são duas estratégias fundamentais para fazer girar qualquer negócio na atualidade, principalmente os não virtuais.
É claro que os estudos citados focam os usuários dos Estados Unidos. Ainda não temos conhecimento de pesquisa parecida aqui no Brasil (se alguém souber, please, avisa). Mas, de qualquer forma, os dados são importantes para nos ajudar a desenvolver um novo olhar sobre as redes sociais. Mais do que futilidade, os recursos oferecidos por essas ferramentas exigem estratégias e bom relacionamentos e, principalmente, podem significar um mercado bastante promissor. Portanto, é preciso aprofundar os conhecimentos sobre o assunto, para que possamos enxergar a melhor aplicação desta nova realidade na comunicação com o mercado.
Fontes:
http://idgnow.uol.com.br/
http://www.sidneioliveira.com.br/
Para começar, vale desmistificar alguns conceitos sobre o público que acessa essas redes. Você acredita que a média de idade do usuário de rede social é de 37 anos? Não, então comece a pasmar. O usuário do Twitter tem, em média, 39 anos, enquanto o do LinkedIn tem 44, o do Facebook, 38 e do MySpace, 31. Até parece piada, né? Mas não é. Este cenário foi traçado por um estudo feito pelo site de tecnologia Royal Pingdom, que pesquisou a média de idade de usuários em 19 redes sociais, incluindo Facebook, LinkedIn, MySpace, Twitter, Slashdot, Reddit, Digg, Delicious, StumbleUpon, FriendFeed, Last.fm, Friendster, LiveJournal, Hi5, Tagged, Ning, Xanga, Classmates.com e Bebo. O estudo usou números do Google Ad Planner dos Estados Unidos para chegar ao resultado final.
Mais alguns detalhes sobre os usuários: os que têm acima de 35 anos são 64% no Twitter e 61% no Facebook. Segundo o estudo, trata-se da geração que estava na faixa dos 20 anos quando a web estourou, no meio dos anos 90, tornando-se a mais “social” entre as analisadas.
Outro dado que chama a atenção, ainda no quesito idade, é a de que usuários entre 18 a 24 anos não são maioria em nenhuma rede.
Social gamers para mulheres de 43 anos
O título até parece brincadeira: mulheres com mais de 40 anos na internet, e ainda jogando? Pára o mundo que eu quero descer! Ou melhor, acelera aí que a coisa tá ficando mais interessante do que eu imaginava - e quero ver só como estará esse cenário daqui a 10, 20, 50 anos! Mas, voltando aos fatos, uma pesquisa feita pela PopCap Games, criadora dos jogos Bejeweled e Insaniquarium, revelou resultados surpreendentes sobre os "social gamers“ do Reino Unido e dos EUA, que jogam games de plataforma em sites sociais como o Facebook e o MySpace. Mais de 24% dos entrevistados afirmaram jogar com frequência nas redes sociais, indicando uma população gamer social de aproximadamente 100 milhões na América e no Reino Unido. E, ao contrário do que se poderia imaginar, os jogadores sociais mais assíduos são mulheres, com idade média de 43 anos de idade. E, embora a comparação com a indústria tradicional de videogames seja ainda prematura, ao que parece, o setor de jogos sociais representa uma enorme oportunidade para atingir milhões de consumidores que não possuem videogame em seus lares.
Na avaliação de analistas e pesquisadores europeus da indústria de games, em 2010 deverão ser gerados mais de 1 bilhão de euros de receita só com esses jogos sociais.
A pesquisa ouviu cerca de 5 mil pessoas, sendo que dois terços (aproximadamente 3,3 mil) são americanos. Mais de 1.200 afirmaram jogar em sites de redes sociais e em plataformas convencionais pelo menos uma vez por semana. Nos EUA, 55% deles são do sexo feminino e 45%, do masculino. Já no Reino Unido esta discrepância é maior: 58% do público é composto de mulheres, contra 42% de homens.
Além disso, 46% dos gamers americanos sociais (e 23% dos jogadores no Reino Unido) têm 50 anos ou mais.
Nos EUA, o público chamado jovem, com média de idade de 21 anos, representa apenas 6% de todos os jogadores sociais. Como será no Brasil?
Futilidade ou estratégia?
Muito além de divertimento, as fazendas virtuais, lanchonetes e aquários apresentam a possibilidade de desenvolver habilidades de gente grande. Como coloca Sidnei Oliveira, esses jogos exigem:
Planejamento estratégico – para ser bem sucedido no jogo é fundamental planejar todas as escolhas e o uso de todos os recursos. Boas escolhas significam bons resultados.
Parcerias estratégicas – o relacionamento, baseado em trocas de presentes e auxílios voluntários entre os usuários do jogo, é primordial para o avanço nas etapas.
E, como sabemos, estas são duas estratégias fundamentais para fazer girar qualquer negócio na atualidade, principalmente os não virtuais.
É claro que os estudos citados focam os usuários dos Estados Unidos. Ainda não temos conhecimento de pesquisa parecida aqui no Brasil (se alguém souber, please, avisa). Mas, de qualquer forma, os dados são importantes para nos ajudar a desenvolver um novo olhar sobre as redes sociais. Mais do que futilidade, os recursos oferecidos por essas ferramentas exigem estratégias e bom relacionamentos e, principalmente, podem significar um mercado bastante promissor. Portanto, é preciso aprofundar os conhecimentos sobre o assunto, para que possamos enxergar a melhor aplicação desta nova realidade na comunicação com o mercado.
Fontes:
http://idgnow.uol.com.br/
http://www.sidneioliveira.com.br/
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Caridade virtual. Ela existe de verdade.
Muita gente ainda fala que a internet é um antro de besteiras. De fato há muita coisa ruim no mundo virtual. Mas isso não é nenhuma novidade pois, no mundo offline, o que não falta também são coisas que poderiam ser deletadas.
Mas se há espaço pra muita porcaria, tanto o mundo real como o da rede mundial de computadores têm muita coisa boa. O parêntese aqui neste texto fica para o mundo online. Entre as inúmeras coisas positivas que encontramos na net, vale citar as bibliotecas virtuais, excelentes fontes para estudos acadêmicos, o e-commerce, uma ferramenta sensacional quando não se tem muito tempo pra ficar andando para fazer pesquisas de preço, o Google Maps - não saia de casa sem ele - que traça rotas que você nem poderia imaginar, o MSN, que também poupa tempo e permite uma comunicação rápida com as pessoas mais ou nem tanto próximas. O MSN ainda transmite arquivos pesados em frações de segundos, coisa que o e-mail ainda leva um tempinho a mais pra executar.
As redes sociais, que também estão inseridas neste neomundo, permitem reunir pessoas com interesses comuns que talvez nunca se conhecessem se não fosse por meio da internet. E é engraçado essa coisa das redes sociais. Se no mundo offline as pessoas primeiro se apresentam para depois se conhecerem, na rede, é o oposto, as pessoas se conhecem, sabem do que gostam e se interessam para depois, talvez, se apresentarem.
Uma outra coisa muito bacana do universo online é a possibilidade de praticar caridade (e não se trata daqueles e-mails correntes, por favor). Aliás, você já praticou ou recebeu alguma caridade online? Eu já recebi diversas vezes, talvez mais do que tenha feito (até parece coisa do mundo real). Acho muito legal quando você procura no Google, por exemplo, como extrair o áudio do gravador XPTO - que você já tinha tentado de todas as maneiras e não conseguiu - e aparece alguém com uma explicação ou software que resolve todo o problema. É uma grande caridade, pois resolveu metade da sua vida naquele dia. Esse tipo de boa ação se estende pra tudo quanto é coisa. Eu chego a pensar em como alguém tem tempo suficiente para colocar esse tipo de ajuda no ar! Caramba, quanto trabalho, às vezes, as pessoas desenvolvem softwares ou aplicativos que resolvem grandes problemas que pareciam não ter mais solução.
Por isso, quero agradecer aos internautas que utilizam seu parco tempo praticando caridade online, ajudando pessoas que nunca vão conhecer e de quem talvez nem recebam um muito obrigado. Até parece ser está a caridade mais verdadeira, pois aquele que a pratica faz sem saber pra quem, apenas disponibiliza a ajuda na rede para auxiliar o próximo. E ainda tem gente que acha que a internet só tem porcaria ...
Mas se há espaço pra muita porcaria, tanto o mundo real como o da rede mundial de computadores têm muita coisa boa. O parêntese aqui neste texto fica para o mundo online. Entre as inúmeras coisas positivas que encontramos na net, vale citar as bibliotecas virtuais, excelentes fontes para estudos acadêmicos, o e-commerce, uma ferramenta sensacional quando não se tem muito tempo pra ficar andando para fazer pesquisas de preço, o Google Maps - não saia de casa sem ele - que traça rotas que você nem poderia imaginar, o MSN, que também poupa tempo e permite uma comunicação rápida com as pessoas mais ou nem tanto próximas. O MSN ainda transmite arquivos pesados em frações de segundos, coisa que o e-mail ainda leva um tempinho a mais pra executar.
As redes sociais, que também estão inseridas neste neomundo, permitem reunir pessoas com interesses comuns que talvez nunca se conhecessem se não fosse por meio da internet. E é engraçado essa coisa das redes sociais. Se no mundo offline as pessoas primeiro se apresentam para depois se conhecerem, na rede, é o oposto, as pessoas se conhecem, sabem do que gostam e se interessam para depois, talvez, se apresentarem.
Uma outra coisa muito bacana do universo online é a possibilidade de praticar caridade (e não se trata daqueles e-mails correntes, por favor). Aliás, você já praticou ou recebeu alguma caridade online? Eu já recebi diversas vezes, talvez mais do que tenha feito (até parece coisa do mundo real). Acho muito legal quando você procura no Google, por exemplo, como extrair o áudio do gravador XPTO - que você já tinha tentado de todas as maneiras e não conseguiu - e aparece alguém com uma explicação ou software que resolve todo o problema. É uma grande caridade, pois resolveu metade da sua vida naquele dia. Esse tipo de boa ação se estende pra tudo quanto é coisa. Eu chego a pensar em como alguém tem tempo suficiente para colocar esse tipo de ajuda no ar! Caramba, quanto trabalho, às vezes, as pessoas desenvolvem softwares ou aplicativos que resolvem grandes problemas que pareciam não ter mais solução.
Por isso, quero agradecer aos internautas que utilizam seu parco tempo praticando caridade online, ajudando pessoas que nunca vão conhecer e de quem talvez nem recebam um muito obrigado. Até parece ser está a caridade mais verdadeira, pois aquele que a pratica faz sem saber pra quem, apenas disponibiliza a ajuda na rede para auxiliar o próximo. E ainda tem gente que acha que a internet só tem porcaria ...
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ração humana, você já experimentou?
Outro dia estava andando no shopping quando me deparei com uma vitrina, que trazia o seguinte dizer: "Chegou ração humana". A frase estava em destaque, como se aquilo fosse um produto bastante desejado que acabara de chegar às lojas. Que coisa maluca, ração humana? Será feita de que, me passou na hora. Pensei em ir até a loja, mas hesitei. Será fim dos tempos?Bom, fui pesquisar pra saber o que de fato era a tal ração humana. Segundo o site http://www.racaohumana.com.br/, ela é um composto com diferentes tipos de ingredientes ricos em fibra. Na receita original ela leva: farelo de aveia, fibra de trigo, gérmen de trigo, leite de soja, semente de gergelim, semente de linhaça, levedo de cerveja, guaraná em pó, gelatina natural em pó e açúcar mascavo.
Parece que o composto auxilia o organismo em uma série de coisas. Cheguei a encontrar sites e blogs dizendo que a tal ração humana ajuda a emagrecer. Receitas há várias, com dicas de como e quando se alimentar da tal ração. Há pessoas que dizem que pelo menos uma refeição deve ser trocada pelo composto (puxa, que difícil!), para que se obtenha os resultados, principalmente no quesito gordurinhas.
Ufa! Depois de pesquisar e de saber que a tal ração não é feita de humanos (hehe) até fiquei com vontade de experimentar. Agora, o nome, bem que podia ser um outro que despertasse mais o desejo de experimentar. Acho que no desenvolvimento do produto, se esqueceram do profissional de marketing ...
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
0% de gordura trans, saudável?
A vedete agora é o 0% de gordura trans. São muitos os alimentos que levam em destaque essa descrição. Nos supermercados é comum a troca de conselhos entre os consumidores: “veja se não tem gordura trans”; “esse deve ser mais saudável, pois não tem gordura trans”.De fato, a tal gordura trans faz mal à saúde. Ela é a pior das gorduras. Foi por isso que o governo determinou, desde 2007, que a indústria de alimentos informasse ao consumidor a quantidade desse tipo de substância contida nos produtos. Com a exigência e a repercussão da medida, as empresas começaram a se movimentar para adaptar suas fórmulas, tentando substituir a todo custo a gordura trans. Mas o simples fato de estar livre dela não garante, em hipótese nenhuma, que o produto seja saudável. Aliás, muitos rótulos trazem a inscrição 0% de gordura trans, porém, pode ser que estejam se referindo apenas à quantidade de uma porção, que se for muito pequena, não precisa ser considerada na embalagem. Mas em duas ou três porções, o risco já pode aparecer!
O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – faz um alerta aos consumidores: olhe os ingredientes, se entre eles encontrar qualquer menção a óleos parcialmente hidrogenados, gordura vegetal ou gordura hidrogenada – que são fontes das tais gorduras trans - é possível que, em algumas porções, o consumo dessas gorduras seja muito maior do que se imagina (Revista IDEC nº 116).
Além da gordura trans, há outros ingredientes que podem fazer muito mal à saúde. A gordura saturada, o sódio e o açúcar, por exemplo, são substâncias que, se consumidas em excesso, podem contribuir para o aparecimento ou agravamento de diversas doenças, tais como colesterol, diabetes e hipertensão. Apesar de não ser perceptível, muitos doces trazem uma quantidade grande de sal em sua composição. Mas e o açúcar? Por incrível que pareça, não há uma exigência legal para a divulgação da quantidade desse nutriente nos alimentos e bebidas. Ele permanece escondido entre os carboidratos, responsáveis por fornecer energia ao corpo.
As crianças e os ingredientes não-saudáveis
Um outro grande problema é que a rotulagem nutricional de alimentos e bebidas normalmente utiliza os valores diários de um adulto (2.000 kcal), como base de referência, pois a indústria também não é obrigada a dispor essas informações baseadas nas necessidades diárias de uma criança, que aliás, variam de acordo com a fase de desenvolvimento. Dessa forma, a criança pode estar ingerindo um alimento adequado para a dieta de um adulto, mas que muitas vezes extrapola suas necessidades diárias daquele nutriente, o que pode levar ao aparecimento de problemas como a obesidade infantil. “O excesso de peso na infância costuma programar o organismo para uma vida inteira de saúde frágil. Os médicos estão enfrentando o desafio de combater colesterol alto, hipertensão e doenças do fígado - problemas tipicamente adultos – em crianças cada vez mais novas” diz reportagem da revista Época, de março de 2009.
Assim, ainda que falte muita informação ao consumidor, para que possa fazer da sua escolha uma decisão coerente, ainda é mais prudente, no momento da compra, verificar os ingredientes e as informações da rotulagem nutricional, conforme orientação da ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária – “para alimentos e bebidas produzidos, comercializados e embalados na ausência do cliente e prontos para oferta ao consumidor”.
O 0% de gordura trans é um movimento bem-vindo.Mas, para saber se de fato estamos ingerindo alimentos saudáveis, de acordo com nossas necessidades diárias, é fundamental termos novas ações legais por parte da ANVISA e até mesmo uma mudança de cultura por parte do consumidor, que pode exigir das empresas e dos órgãos públicos informações claras que o ajudem a ter uma vida mais saudável.
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